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Arménio Pinho: AFA estuda possibilidade com os clubes de “completar provas em nove semanas”

Ainda não há fumo branco em relação à retoma (ou não) das competições sob a alçada da Associação de Futebol de Aveiro (AFA). O presidente do organismo, Arménio Pinho, adiantou à Sintonia Feirense que têm existido conversações com os clubes no sentido de estudar os vários cenários. Em cima da mesa está a possibilidade de as competições retomarem em abril, altura em que é previsível o país ‘desconfinar’, e serem concluídas até junho. Decisão deverá ser tomada durante a próxima semana.

“Temos a diretriz da Federação Portuguesa de Futebol que poderá haver, a seguir à Páscoa, uma abertura e uma retoma das competições e poderá existir a hipótese de terminar os campeonatos, no máximo até nove semanas”, explicou.

As opiniões divergem no seio dos clubes. Há quem queira a retoma das competições, quem esteja contra e ainda quem, mesmo estando contra, afirme que irá a jogo caso a AFA assim o delibere. Arménio Pinho sabe que a decisão “nunca será do agrado de todos” e que também “não é possível terminar os campeonatos conforme estão”. A AFA trabalha, por isso, numa solução e avança que a decisão pode surgir já na próxima semana.  

Tendo balizado a conclusão das competições em nove semanas, os campeonatos, afirma Arménio Pinho, terão de sofrer alterações. “Temos que arranjar um formato que se centralize dentro das 9 semanas, com mais 15 dias ou três semanas de treinos”, afirma. Caso as competições não avancem, afirma Arménio Pinho, a AFA defende “que os vencedores têm de se disputar em campo”.

Arménio Pinho afirma que nunca “será possível” reunir um largo consenso, mas sublinha que a AFA tudo fará para ir “ao encontro da vontade dos clubes”. O dirigente reconhece que o cenário no desporto distrital é negro, mas lembra: “Estamos a passar tempos exigentes, que requerem medidas de exceção”. Por isso, apela à “paciência” e “espírito de sacrifício”.

Está ainda tudo em aberto em relação à retoma (ou não) das competições. A decisão deverá ser conhecida na próxima semana, já que a AFA ainda tem de reunir com clubes de futsal.

Em entrevista à Sintonia Feirense, Arménio Pinho apontou ainda os esforços que têm sido feitos pelas associações distritais e federação junto do Governo para que os apoios cheguem ao desporto. Lembrou a disponibilização de 2,2 milhões de euros por parte da Federação Portuguesa de Futebol, que irá abranger 1450 clubes no país. Um terço é a fundo perdido e os outros dois terços são reembolsáveis em junho de 2022, 2023 e 2024. “É pouco, mas é algum. Nós devemos agradecer porque não foi o Governo, foi a FPF que se chegou à frente”, apontou.

Arménio Pinho falou ainda sobre a chamada ‘bazuca’ que ajudará a mitigar os problemas causados pela pandemia em Portugal e defende, por isso, que uma parte “venha para apoiar os clubes”. Lembra que os clubes estão sem receitas, perderam patrocinadores e até os bares estão “impedidos de funcionar há um ano”. Na reta final, Arménio Pinho destaca ainda o apoio das Câmaras Municipais. Sem a sua ajuda, diz o presidente da AFA, “seria muito pior”.

Na próxima quarta-feira, dia 24 de fevereiro, pelas 18h00, Arménio Pinho estará nos estúdios da Sintonia Feirense para entrevista alargada sobre estas temáticas.