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Câmara da Feira oferece 3.300 fogaças a profissionais de saúde

Manda a tradição que, por ocasião da Festa das Fogaceiras, em Santa Maria da Feira, se ofereça fogaças a quem se quer bem! A Câmara Municipal cumpriu esta tradição e, na manhã de hoje, 19 de janeiro, ofereceu cerca de 3 300 fogaças a todos os profissionais que desempenham funções na área da saúde, quer no Hospital S. Sebastião, quer no ACES Feira/Arouca, num ato simbólico, mas que reflete o reconhecimento da autarquia e da comunidade feirense que representa, pela sua dedicação no combate à COVID-19.

A cerimónia simbólica de oferta deste pão doce, produto certificado de Santa Maria da Feira, decorreu no Hospital S. Sebastião e teve início com a Bênção das Fogaças da Feira pelo Capelão do Hospital que valorizou esta tradição “tão bonita e secular das gentes das Terras de Santa Maria”.

Mandámos confecionar estas 3 300 fogaças para de forma simbólica, mas sentida, agradecermos, uma vez mais, o empenho e a dedicação com que têm enfrentado esta luta contra o novo coronavírus”, argumentou o edil feirense.

António Alves, Diretor do ACES Feira/Arouca valorizou o facto de estarem representadas, no momento, as várias frentes que estão no combate à pandemia – cuidados primários e cuidados hospitalares – que simboliza precisamente a forma como em Santa Maria da Feira se tem enfrentado esta pandemia, em articulação e parceria. “Precisamos de todos os profissionais de saúde e de toda a comunidade a seu lado para minimizarmos os efeitos desta pandemia e também nós fazemos o voto a S. Sebastião para que nos proteja”.

A simples existência desta iniciativa e o próprio gesto indica-nos que a comunidade está connosco e reconhece o nosso trabalho”, começou por frisar Miguel Paiva, Presidente do Conselho de Administração do CHEVD, agradecendo especialmente à Câmara Municipal a oferta das fogaças. Miguel Paiva saudou ainda a autarquia por ter tido a capacidade de se reinventar na celebração da Festa das Fogaceiras, não deixando de cumprir esta tradição com mais de 500 anos. “Não nos podemos deixar vencer por este vírus maldito”, concluiu.

Reza a História que a Festa das Fogaceiras teve origem num voto ao Mártir S. Sebastião, feito pelo povo da Terra de Santa Maria, numa altura em que a região teria sido assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de proteção, o povo prometeu, em cada dia 20 de janeiro, uma procissão e a oferta de um pão doce e delgado, habituado a ser confecionado para ocasiões especiais: a fogaça.