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Obras da Coleção de Serralves expostas no Castelo de Santa Maria da Feira até 20 de outubro

Até ao dia 20 de outubro, o Castelo de Santa Maria da Feira proporciona uma experiência ainda mais enriquecedora a todos os visitantes, possibilitando o contacto com obras da coleção de Serralves.

No total, são nove as esculturas dos artistas Rui Chafes e Zulmiro de Carvalho que pode apreciar na Praça de Armas e no Salão Nobre de um dos mais notáveis monumentos militares portugueses.

Rui Chafes e Zulmiro de Carvalho – Obras da Coleção de Serralves é a exposição que o Castelo de Santa Maria da Feira está a acolher até 20 de outubro, em resultado da parceria estabelecida entre a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e a Fundação de Serralves.

Este monumento nacional recebe assim uma seleção de obras de dois artistas incontornáveis no panorama artístico nacional: Rui Chafes (Lisboa, 1966) e Zulmiro de Carvalho (Gondomar, 1940). Artistas de gerações distintas, com práticas que se estabelecem entre a escultura e o desenho, Chafes e Carvalho desenvolvem investigações e linguagens plásticas profundamente diferenciadas, contribuindo significativamente para a afirmação da escultura portuguesa desde a década de 60 até à atualidade.

Na Praça de Armas são apresentadas três obras de exterior da autoria de Zulmiro de Carvalho – Escultura (1967), uma das primeiras obras do artista, Sistema H (1973) e Crustal (1985) –, que estabelecem um diálogo com a envolvente natural e a morfologia geométrica e tectónica do Castelo. Ao longo da sua carreira, marcada por diversos projetos de arte pública de grande escala, a obra de Zulmiro de Carvalho evidencia uma profunda coerência conceptual, consolidando-se sobre uma noção estrutural de essencialidade e rigor.

O Salão Nobre do Castelo é dedicado à apresentação de obras de Rui Chafes que evidenciam diferentes facetas do trabalho do artista, no âmbito da escultura, abrangendo um arco temporal de 1992 a 2018. Deserto (1992), Lições de Trevas VI (1999-2000), Lições de Trevas XII (2001), Lições de Trevas XXI (2002) e Sudário (2018) são as quatro obras deste artista que elege o ferro como o seu material de eleição.